domingo, 24 de octubre de 2010

História estranha



História estranha
Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de idade. Está com quarenta, quarenta e poucos. De repente dá com ele mesmo chutando uma bola perto de um banco onde está a sua babá fazendo tricô. Não tem a menor dúvida de que é ele mesmo. Reconhece a sua própia cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança daquela daquela cena. Um dia ele estava jogando bola no parque quando de repente aproximou-se um homem e... O homem aproxima-se dele mesmo. Ajoelha-se, põe as mãos nos seus ombros e olha nos seus olhos. Seus olhos se echem de lágrimas. Sente uma coisa no peito. Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo. Como eu era inocente. Como meus olhos eram limpos. O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente. Depois sai caminhando, chorando, sem olhar para trás.

O garoto fica olhando para a sua figura que se afasta. Também se reconheceu. E fica pensando, aborrecido: quando eu tiver quarenta, quarenta e poucos anos, como eu vou ser de sentimental!

Fernando, Luis. Comédias para se ler na escola



Voltei. :) Devia ter escrito aqui há muito tempo, mas na verdade, estas semanas quase nem tive tempo para respirar. Mas fiz uma promesa, comigo e com vocês. E vou voltar escrever tudo quanto puder.

Nestas semanas, o maior que me aconteceu foi ter tirado a carta :) Sim senhores, já posso conduzir :) E desde onte, já posso saír de Espanha a conduzir :)

A história que escrevi encima, atopei-na um dia num livro da biblioteca da Faculdade, quando andava a procurar alguma coisa interessante em português para poder lêr. Achei engraçada e por isso a pus aqui.

Espero que esteja tudo bem com vocês e que possa ir ao Porto num dia destes, á sério, porque senão vou ficar doida com tudo isto.

Beijinhos****

lunes, 4 de octubre de 2010

Carros, carros e mais carros



Esta noite tive um sonho em que andava de carro por todo Vigo. Percorria muitíssimas ruas, parava, continuava, dava a volta, ia acompanhada, sozinha... Vi toda a cidade de carro.

O dia era bonito, com sol... eu estava confiada, sen pressa, desfrutava de conduzir... Era como lembrar aquela publicidade da Audi, que não sei se passavam em Portugal, mas que consistia em Harrison Ford a conduzir um carro e a levar um bonsai no lugar do lado, enquanto se ouvia a música do Freddy Mercury e a Monserrat Caballé, How can I go on(uma música muito boa, já agora).

Mas esse sonho fez-me lembrar mais uma publicidade de um carro: aquela que acabava a dizer: "¿Te gusta conducir?"


Só amanhã saberei a resposta.

Desejem-me sorte, porque tenho exame de condução