História estranha
Um homem vem caminhando por um parque quando de repente se vê com sete anos de idade. Está com quarenta, quarenta e poucos. De repente dá com ele mesmo chutando uma bola perto de um banco onde está a sua babá fazendo tricô. Não tem a menor dúvida de que é ele mesmo. Reconhece a sua própia cara, reconhece o banco e a babá. Tem uma vaga lembrança daquela daquela cena. Um dia ele estava jogando bola no parque quando de repente aproximou-se um homem e... O homem aproxima-se dele mesmo. Ajoelha-se, põe as mãos nos seus ombros e olha nos seus olhos. Seus olhos se echem de lágrimas. Sente uma coisa no peito. Que coisa é a vida. Que coisa pior ainda é o tempo. Como eu era inocente. Como meus olhos eram limpos. O homem tenta dizer alguma coisa, mas não encontra o que dizer. Apenas abraça a si mesmo, longamente. Depois sai caminhando, chorando, sem olhar para trás.
O garoto fica olhando para a sua figura que se afasta. Também se reconheceu. E fica pensando, aborrecido: quando eu tiver quarenta, quarenta e poucos anos, como eu vou ser de sentimental!
Fernando, Luis. Comédias para se ler na escola
Voltei. :) Devia ter escrito aqui há muito tempo, mas na verdade, estas semanas quase nem tive tempo para respirar. Mas fiz uma promesa, comigo e com vocês. E vou voltar escrever tudo quanto puder.
Nestas semanas, o maior que me aconteceu foi ter tirado a carta :) Sim senhores, já posso conduzir :) E desde onte, já posso saír de Espanha a conduzir :)
A história que escrevi encima, atopei-na um dia num livro da biblioteca da Faculdade, quando andava a procurar alguma coisa interessante em português para poder lêr. Achei engraçada e por isso a pus aqui.
Espero que esteja tudo bem com vocês e que possa ir ao Porto num dia destes, á sério, porque senão vou ficar doida com tudo isto.
Beijinhos****
*ontem
ResponderEliminar*em cima
nao sei o q e atopei-ma